O Museu Histórico de Lucas do Rio Verde foi criado oficialmente em 22 de novembro de 2005, pela Lei nº 1.222, na gestão do prefeito Marino José Franz. Os trabalhos para organização do acervo tiveram início em 2006, pela professora Cleonice Ferronatto, com pesquisas e coleta de fotos e documentos sobre a história de Lucas do Rio Verde. Um grande acervo de fotos e documentos foi coletado e arquivado em uma sala da Escola Municipal Eça de Queirós. Foi nesse período que o então prefeito Marino Franz convidou a professora Luciana Bauer para assumir o Departamento de Cultura, ligado à Secretaria Municipal de Educação. A secetária municipal, na época, Solimara Lígia Moura e Luciana organizaram um evento que homenageou, em 2007, a família de Francisco Lucas de Barros e o historiador Paulo Pitaluga.

Em abril de 2010, o professor José Dário Munhak foi designado para continuar com as atividades do Museu Histórico e ocupou um espaço na Escola Municipal Olavo Bilac. Em seguida ele foi transferido para trabalhar em um espaço no prédio do Departamento de Cultural. A primeira ação do professor Dário foi estudar o básico para tentar regulamentar o Museu. Em seguida, organizou em pastas e catalogou a documentação existente. Em julho de 2010, a professora Fátima Terezinha Longo passou a compor a equipe e catalogou grande parte do material em pastas identificadas, mas vários problemas de saúde a impediram de continuar com as atividades. No final do mês de julho daquele ano chegaram os primeiros computadores para o Museu e daí teve inicio a produção de acervo digital. 

A partir de então, professor Dário percorreu escolas e comunidades do municipio dando continuidade na organização do acervo, grande parte do acervo do Jornal Folha Verde foi conseguida pelo professor junto ao Instituto Padre João Peter. Não demorou muito e o professor precisou retornar para a sala de aula, foi quando as atividades foram praticamente encerradas. No entanto, o acervo continuou sendo protegido por ele mesmo, em parceria com o Conselho Municipal de Educação. 

Entre os anos de 2016 e 2020, na gestão do prefeito Luiz Binotti, foram realizados outros trabalho importantes no Museu Histórico, quando a Secretaria Municipal de Cultura, liderada por Ruam Vilas Boas, produziu uma web série de 30 capítulos para comemorar os 30 anos de emancipação do municipio. Outra produção muito interessante foi a produção de um livro, elaborado pela jornalista Vera Faccin Carpenedo, contando a história de Lucas do Rio Verde, por meio de uma visão jornalística. Todo o material continua como acervo do Museu Histórico. Além disso, exposições itinerantes com painéis de fotos e documentos foram realizadas em escolas da cidade contando a historia do município.

Em 2021, na gestão do prefeito Miguel Vaz e vice-prefeito Marcio Pandolfi, foi feita a contratação do jornalista, historiador e museólogo Oliveira Neto, que foi encarregado da instalação do Museu Histórico. A primeira atividade foi a realização de uma reunião técnica com representantes da sociedade civil, organizada no gabinete do prefeito, para a legitimação e busca de apoio junto aos setores da sociedade para a instalação oficial do Museu Histórico. Depois se iniciou o trabalho burocrático.

Nos seis primeiros meses de gestão foi criado o Plano Museológico, sem o qual é impossível a existência do Museu, e, com apoio do secretário executivo da gestão, Aluízio Bassani, e do secretário de Cultura em exercício, Jackson Lopes, foram criadas importantes leis para a efetivação do projeto. A Lei Municipal nº 3.210, de14 de julho de 2021, mudou a redação da legislação anterior que criou o Museu para definir parâmetros de competência da gestão.

Foi elaborada ainda a Lei nº 3.211/2021, que cria a Divisão de Patrimônio Histórico e Cultural do Município e o Fundo Municipal de Patrimônio Histórico, e criada a Lei nº 3.222, de 19 de agosto de 2021, que define o Conselho Municipal de Políticas Culturais como órgão consultivo e deliberativo do Museu Histórico de Lucas do Rio Verde. Vale ressaltar a importância do apoio de todos os vereadores que, unanimemente, aprovam as referidas leis em tempo recorde.

Para ampliar a digitalização do acervo virtual do Museu, o então secretário Jackson Lopes autorizou a aquisição de um Scanner SV 600, equipamento com tecnologia avançada e diversos recursos para digitalizar documentos sem danificá-los. O trabalho de digitalização teve início em maio de 2021, com a captura de todas as edições do Jornal Folha Verde, que compõem um mega acervo para pesquisa históricas. O referido Jornal acompanhou os principais acontecimentos do município desde o ano de 1986, registrando, inclusive, o processo de emancipação de Lucas do Rio Verde. O trabalho de composição completo do acervo contou com a colaboração da jornalista Vera Faccin Carpenedo.

A segunda etapa do projeto foi a definição do prédio onde o Museu se instalaria. Em reunião com o prefeito Miguel Vaz, Oliveira Neto obteve a grata notícia de que a Casa de Pedra do Parque dos Buritis poderia ser destinada para os trabalhos iniciais de organização de acervo e reserva técnica. Para a efetivação do local, foi observada a necessidade de uma reforma consistente para o funcionamento do Museu, com mini exposição permanente.

Ainda em junho de 2021, teve início o trabalho de pesquisa para a composição do acervo imaterial do Museu. Foi iniciado o primeiro inventário participativo na comunidade São Cristóvão, começando com a mobilização da comunidade, quando a vereadora Sandra Barzotto desempenhou um papel importantíssimo na mobilização. Direção, professores e alunos da Escola Municipal São Cristóvão participaram do projeto desde o inicio até o fim. Em seguida, foi feito o recorte da pesquisa, capacitação da equipe e, em outubro, dado início às pesquisas de campo. Foi escolhida a Comunidade São Cristóvão pelo fato que lá foi onde começaram os primeiros movimentos para a criação do município de Lucas do Rio Verde.

Em 21 de outubro de 2021, iniciaram as entrevistas de campo para inventariar a Referência Cultural “Celebrações”, tendo como objeto a “Festa de São Cristóvão”, realizadas por Oliveira Neto, juntamente com Nery Prestes, grande apoiador do Museu, em parceria com a gestora da escola, Andréia Pedrassani, as professoras Keli Delfino e Loini Herman, e os alunos Luana Herman e Gustavo Bobatto.

A partir de julho de 2021, a professora Luciana Bauer estreitou ainda mais as relações para a efetivação do Museu Histórico, quando assumiu a Secretaria de Cultura, solicitando a retomada do Museu Itinerante para levá-lo às escolas da cidade. Luciana e a equipe do Museu visitaram todos os espaços e monumentos para estudar as melhorias necessárias para a visitação pública. No mesmo período, a secretária autorizou a realização do projeto de reforma da Casa de Pedra, para o inicio dos trabalhos do Museu.

Ao mesmo instante em que as pesquisas de campo eram executadas, outros inventários aconteciam, como o das Palmeiras Históricas da Praça dos Migrantes. Além disso, foram providenciados os documentos para tombamento dos monumentos históricos existentes na cidade, entre eles estão: a Ema, ave-símbolo do município, o Luquinha, símbolo da cadeia produtiva, a Galinha Preciosa, símbolo da avicultura local, o Semeador, simbolizando o produtor rural grande responsável pela semente do progresso de Lucas do Rio Verde.

Em 2022, também foi iniciado o processo de criação do portal do Museu Histórico, no interior do site da Prefeitura, e, com isso, acontece uma inovação do processo museal no município, pois, por meio da página, as pessoas poderão acessar todas as informações referente à história local e o material audiovisual das pesquisas museológicas, além de acervo virtual e passeio virtual dos pontos históricos do município que está sendo produzido.

E como a história nunca acaba, você é nosso convidado a contribuir com o acervo do Museu.