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(Foto: Ascom/William Barbosa)
Foi com essas palavras que o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, abriu na manhã de hoje (10), em Lucas do Rio Verde, o primeiro encontro de discussões sobre a viabilidade econômica da Ferrovia Transcontinental.
“As oportunidades que os chineses veem no Brasil, são as nossas necessidades. Existe uma perfeita sintonia entre o Brasil e a China, eles preocupados em garantir a segurança alimentar do país e nós, interessados em produzir mais e ampliar as relações comerciais”.
O evento foi uma das etapas da expedição chinesa que começou no último domingo (07), em Porto Velho (RO) e percorreu os municípios de Ji-Paraná e Vilhena (RO) e Comodoro, Campo Novo dos Parecis, Lucas do Rio Verde e Cáceres, no Mato Grosso.
O objetivo da missão, que contou com a participação do embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, empresários chineses e representantes dos estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso, foi conhecer o potencial econômico da região para a construção da Ferrovia Transoceânica.
O embaixador da China afirmou que ficou impressionado com o desenvolvimento de Mato Grosso e com a capacidade do povo em transformar o estado em tao pouco tempo no maior produtor de grãos do Brasil.
“Esta é minha primeira viagem ao estado, mas estes dois dias de visita me deixou impressionado. Mato Grosso tem uma história recente, mas o seu ritmo de crescimento é muito interessante”.
Com mais de 5.3 mil quilômetros de extensão e investimentos estimados entre 5 bilhões e 12 bilhões de dólares, a ferrovia atravessará o Brasil e ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, aproximando o Brasil do maior mercado consumidor do mundo, a Ásia.
Os estudos de viabilidade econômica do empreendimento já começaram por meio de um tratado assinado entre os três países, Brasil, China e Peru e reafirmado pelos governadores no início da expedição. A meta é concluir o estudo até o primeiro trimestre de 2016.
Para o governador de Mato Groso, Pedro Taques, a ferrovia será uma grande oportunidade de consolidação do desenvolvimento agroindustrial do estado e de ampliação das relações comerciais do Brasil com a China.
“Representa a possibilidade dos nossos produtos chegarem ao mercado internacional a preços mais competitivos, representa que essa diferença paga no transporte da tonelada ficará aqui em Mato Grosso”.
Em retribuição a vinda da comitiva chinesa, Taques anunciou uma viagem a China no fim do ano. Acompanhado do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes e de empresários, o objetivo é abrir um escritório mato-grossense no país.
“Nós queremos produzir mais, exportar mais e ter mais desenvolvimento, por isso, nós precisamos da China e a China precisa um pouco de Mato Grosso”.