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(Foto: Ascom)
Com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, do vice-governador de Mato Grosso Carlos Fávaro, senador Blairo Maggi, deputado federal Fábio Garcia, deputado estadual José Domingos, representantes de órgãos federais, prefeitos e produtores rurais, foi realizada a abertura da colheita da 2ª safra de 2015, na manhã de hoje (13), na Fundação Rio Verde.
A previsão é que a produção de milho safrinha no país ultrapasse a 49 milhões de toneladas. Segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a estimativa para Mato Grosso é de uma colheita de mais de 20 milhões de toneladas de milho.
Além da abertura da colheita, a ministra anunciou que o Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 estará disponível para os produtores rurais a partir de julho. O plano contará com volume total de recursos de R$ 187,7 bilhões.
Em seu discurso, a ministra destacou a grande representatividade agrícola de Mato Grosso para o país. “O Mato Grosso é reconhecido no mundo inteiro como um dos maiores produtores de grãos, sozinho produz mais que quatro outros estados brasileiros, o único problema é a falta de logística”.
Outro tema bastante discutido durante o encontro foi a melhoria da logística do país para facilitar o escoamento da produção. Kátia Abreu pontuou que uma das soluções para melhorar a logística que o governo está desenvolvendo é a finalização da BR 163 e a implantação de ferrovias que permitirão o escoamento das safras.
O prefeito em exercício Miguel Vaz evidenciou que a região centro-norte do estado é responsável pela produção de mais de 21 milhões de toneladas de grãos. Em um território de 3 milhões de hectares são produzidos 9 milhões de toneladas de soja, e em uma área de 2 milhões de hectares, são produzidos 12 milhões de toneladas de milho. “Em uma produção nacional de 200 milhões, representamos mais de 10%”.
Vaz também destacou que Lucas do Rio Verde está avançando no segundo ciclo econômico, com a produção e industrialização de aves e suínos, processamento de soja e produção de biodiesel. “Estamos investindo também em agricultura familiar, temos um campo experimental para dar atenção aos pequenos produtores, e com isso, hoje, eles fornecem 42% da nossa merenda escolar, o município tem dado grande suporte para os projetos da agricultura familiar que é o futuro da produção de alimentos”.
O prefeito em exercício também salientou a necessidade de investimentos em logística que é um gargalo muito forte na produção, que acaba desacelerando o crescimento e desenvolvimento da região. “Embora ainda existam problemas com o transporte da nossa produção, conseguimos avançar muito e tudo isso é possível graças a coragem e determinação dos nossos produtores rurais que há mais de 30 anos começaram o trabalho de desbravar o cerrado brasileiro, até então muito pouco conhecido, e investiram em tecnologia de produção e hoje temos muito a comemorar”.