21/04/2026 05:54:00
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O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Lucas do Rio Verde apresentou nesta manhã (22) os resultados obtidos em 2017 referentes ao acompanhamento realizado pelo órgão aos adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto.
Em Lucas do Rio Verde, o Creas atende especialmente medidas de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida.
De acordo com o assistente social, Williton Martinelli, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) é o meio por qual é organizada a execução das medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes aos quais é atribuída a prática de ato infracional.
“O Poder Judiciário define qual medida socioeducativa é mais adequada para cada caso. Em seguida, este adolescente é encaminhado ao Creas, onde elaboramos o Plano Individual de Atendimento. Durante o atendimento analisamos a necessidade de retorno à escola, iniciação profissional e a prestação de serviços à comunidade, se for o caso, que tem duração máxima de seis meses”, explicou Williton.
O psicólogo Liancarlo Verícimo pontuou que, em 2017, o Creas atendeu 42 adolescentes, com faixa etária média de 16 a 18 anos. Mais de 40% dos adolescentes saem do Centro Socioeducativo por progressão de medida e passam a cumprir em meio aberto com acompanhamento do Creas.
Durante o ano passado, 30 adolescentes foram acompanhados na categoria liberdade assistida, três em prestação de serviços à comunidade e nove cumpriram as duas categorias.
“Entre os casos que atendemos em 2017, a maioria dos atos infracionais foram roubo e furto, seguido por tráfico de drogas. Outra observação feita em 2017 em comparação com anos anteriores, foi que vários adolescentes cometeram o ato infracional no mesmo bairro em que residem”, comentou Liancarlo.
O psicólogo observa ainda que os números apontados pelo Creas não representam a totalidade dos atos infracionais ocorridos em Lucas do Rio Verde, mas sim daqueles adolescentes que cometeram ilicitudes e passaram por todo processo legal.
Liancarlo destacou que o trabalho de acompanhamento de adolescentes é contínuo e reforçou ainda que “dentre as principais ações para reinserção destes jovens, a educação é fundamental quando nós falamos de medidas socioeducativas”.