23/04/2026 07:59:45
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(Foto: Ascom/Willian Barbosa)
Os professores de matemática da rede municipal de ensino participaram hoje (11) de uma formação sobre o projeto de estimulação cognitiva desenvolvido nos 6º anos das escolas. A capacitação teve como objetivo promover uma atualização das atividades aplicadas no projeto.
A formação foi comandada pela coordenadora nacional do Supera – Ginástica para o Cérebro (método de estimulação cognitiva adotado nas escolas), Neide Pereira Cardoso.
“A formação contou com uma revisão geral, além de verificar quais os desafios que os professores estão encontrando em relação aos alunos. A conversa foi muito positiva porque eu vi que apenas 10% dos alunos estão encontrando dificuldades, e juntos vamos encontrar soluções, trabalhando o interesse e as ferramentas, para que essas crianças também tenham bom desempenho com projeto”, relatou Neide.
Neide é professora de matemática há 44 anos e pontuou que durante esses anos de profissão percebeu que manter a concentração é um grande desafio para os alunos. “A estimulação cognitiva proporciona maior concentração para o estudante, o desenvolvimento cognitivo é visivelmente percebido, os alunos se sentem inteligentes, melhoram o foco e a compreensão daquilo que estão realizando enquanto alunos”.
A formação apresentou ferramentas que podem ser utilizadas na metodologia de estimulação cognitiva, como o material dourado e jogos que envolvem compra e venda de produtos. “A proposta é mostrar aos professores a importância de trabalhar o lúdico para depois passar para o abstrato, para que quando chegar o momento, o aluno possa compreender o abstrato”.
A ginástica cognitiva estimula o raciocínio, tornando-o mais rápido e aumentando a concentração dos alunos. Como parte da grade curricular, os alunos dos 6º anos têm uma aula por semana dentro da disciplina de matemática com atividades de estimulação. O projeto atende cerca de 700 estudantes, em 21 turmas das escolas municipais.
A capacitação contou com a participação de 14 professores de matemática. Marcelo Hoffmann, professor da Escola Municipal Olavo Bilac, ressaltou que os benefícios para os estudantes que participam do projeto aumentarão a longo prazo, mas que resultados positivos já são registrados. “A concentração dos alunos melhorou tanto nas atividades do projeto, quanto nas atividades de matemática que abordam o conteúdo diário”.
As aulas semanais utilizam as ferramentas ábaco, apostilas com exercícios que envolvem raciocínio lógico, pensamento lateral, desafios matemáticos, soluções inteligentes e interpretação, jogos pedagógicos, dinâmicas em grupo e técnicas neuróbicas para promover estímulos cerebrais.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel, o projeto vem como um acréscimo na grade curricular dos 6º anos, período em que os estudantes enfrentam maior dificuldade em matemática. “A estimulação cognitiva vem para somar com os alunos, para auxiliar nessa transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental. Pois hoje em dia, com tanta tecnologia, as crianças têm mais dificuldade de concentração, e esse projeto vem para trabalhar essa questão”.