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(Foto: Ascom/Henrique Schmidt)
Foi realizada hoje (18), no auditório do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, a audiência pública para debater os efeitos sociais da vinda da BRF ao município. Participaram do evento o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), desembargador Edson Bueno, a promotora de justiça, Fernanda Pawelec Vieira, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho, juiz Ivan Tessaro, o presidente da Câmara de Vereadores, Airton Callai, o presidente da OAB Lucas do Rio Verde, Abel Sguarezi, o comandante da Polícia Militar, Major Fabio Mota, o presidente do Sindicato Rural, Carlos Simon, trabalhadores da BRF, representantes de entidades e lideranças municipais. Por parte da BRF estiveram presentes o assessor da presidência, José Roberto Rodrigues, o gerente da unidade Lucas do Rio Verde, Lauro Tabachuk, e uma equipe de gestão.
Durante a audiência foram levantadas as principais demandas que afligem os moradores, não apenas do bairro Téssele Junior, mas de toda sociedade luverdense. Com a vinda da BRF para o município, em 2005, o desenvolvimento local teve um salto, mas também começaram a ser registrados impactos sociais negativos, que têm seus reflexos no alto índice de criminalidade e aumento das demandas de todas as áreas, principalmente saúde e educação.
Os apontamentos registrados no encontro vão desde a ausência de critérios para recrutamento de pessoal e de gerência de recursos humanos, permanência na cidade de ex-colaboradores da empresa, bem como a repatriação dos trabalhadores, repasse das casas, questões administrativas, aumento no número de processos trabalhistas, entre outros. “Obtivemos um resultado satisfatório nesta audiência, pois abrimos um canal de comunicação entre as partes e um diálogo com a sociedade. Agora, vem uma segunda etapa que é análise das proposições e a busca por soluções”, pontuou o desembargador Edson Bueno.
O prefeito Otaviano Pivetta sugeriu a elaboração de um cronograma de ações para que sejam realizadas as melhorias. Neste documento constarão as demandas registradas na audiência, os responsáveis por suas respectivas soluções e prazos para realização. "Vamos estabelecer quem faz, o que e quando será feito para que o processo seja agilizado. O poder público está pronto para auxiliar no que for preciso e eu espero que ainda no meu mandato a BRF possa se tornar a melhor unidade do Brasil com um povo alegre e satisfeito”, destacou Otaviano.
O compromisso firmado na audiência, denominado Pacto das Águas, em menção ao mês de março, é um instrumento coletivo que promoverá uma reunião até o final de abril, onde serão apresentadas as demandas e suas possíveis soluções.
Trabalhadores da BRF participaram ativamente do encontro, relatando experiências próprias dentro e fora da empresa. De acordo com as manifestações, esta foi a primeira oportunidade dos colaboradores serem ouvidos pela direção nacional da companhia. “Nós viemos entender os anseios da comunidade. Ao todo, são mais de 100 mil colaboradores no Brasil e os trabalhadores são o que a companhia tem de melhor. Nós não estávamos surdos, talvez só não estivéssemos tão próximos quanto deveríamos. Mas podem ter certeza que as reivindicações serão levadas à presidência e posso garantir que algumas das demandas levantadas aqui hoje podem ser atendidas imediatamente”, salientou o assessor da presidência da BRF, José Roberto Rodrigues.