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(Foto: Ascom/Willian Barbosa)
Na tarde de hoje (16), o professor e escritor Celso Antunes contribuiu com o II Congresso Internacional de Educação com a palestra “Formação de Professores, Aprendizagem e Gestão”. Na oportunidade, a Secretaria Municipal de Educação entregou para o professor um material especial mostrando os resultados de um projeto do escritor desenvolvido na Escola Municipal Érico Veríssimo.
O projeto foi um desafio lançado por Antunes quando esteve no município, em 2013, para o lançamento do livro de sua autoria “Elefa, a elefantinha que queria ser modelo”.
“Na visita que o professor e escritor Celso Antunes fez a Lucas do Rio Verde, em 2013, ele lançou uma proposta para implantação de um projeto que tinha o objetivo de resgatar as vivências que hoje estão sendo esquecidas. E nós gostamos do projeto, estudamos ele em 2013 e, em 2014 colocamos em prática na Escola Érico Veríssimo”, ressaltou a secretária municipal de Educação, Elaine Lovatel.
De acordo com Celso Antunes, a proposta inicial do projeto é diferenciar a ideia do ver e do olhar, do falar e do dizer, e mostrar que quando nos aprofundamos nessas diferenças, vamos verificar que ver é muito mais do que olhar, o tato é descobrir as coisas sem olhar e tudo envolve aprendizagem.
“Quando eu estive no município na vez anterior eu propus um projeto para materializar essas ações para que as escolas fizessem isso, mas fiz em Lucas do Rio Verde como faço em muitos lugares e não tinha a menor ideia de que isso teria se materializado, mas quando conversei com os alunos e vi as fotografias que trouxeram vi que se concretizou, aquela semente que foi atirada sem esperança, se transformou em uma árvore tão linda e tão frondosa. Eu não me lembro de vivenciar uma experiência que me levou às lágrimas, em muitos lugares eu fiz esse desafio, mas é a primeira vez que ele se materializou, que se transformou em fato, para mim foi de uma emoção incapaz de ser colocada em palavras, eu estou ainda em estado de choque”, enfatizou Celso.
A secretária Elaine relatou que “perceber a emoção do escritor ao receber o feedback de um projeto tão valioso como este foi muito importante para nós, principalmente quando ele relatou que já desafiou vários municípios e Lucas do Rio Verde foi o primeiro a entregar um portfólio e trazer os alunos para dizer pessoalmente como foi trabalhar isso na prática”.
A professora responsável pela oficina Vivências, baseada no projeto, Ione Souza da Silva, ressaltou que as dinâmicas utilizadas com alunos de 1º a 5º ano e incentivam os sentidos. Por exemplo, manter as crianças com olhos fechados e fazê-las ouvir os sons naturais e artificiais, observar a direção do som, deixar o volume bem baixo para aguçar a audição, levar para passeios para ver os locais, e perceber cada detalhe.
“O projeto é muito bacana, hoje a humanidade vem perdendo o contato, vem perdendo o perceber, olhar para as pessoas, por causa da tecnologia, e esse projeto vem para fazer um resgate disso que está se perdendo, aprender a fazer amigos, treinar o emocional da criança, aprender a cheirar, a ouvir, a falar, então tudo isso é de grande importância nos dias atuais. E ao final do ano averiguamos que houve um avanço muito grande e estamos dando continuidade”.
A estudante Julia Arcari comentou que o projeto ajudou muito no aprendizado. “Eu desenvolvi mais o tato, aprendi a escutar mais, até nas aulas melhorei a aprendizagem, nas tarefas, tudo ficou mais fácil depois desse projeto”.
Para o estudante Mateus de Souza Silva, “o projeto mudou meu jeito de ver, sentir e ouvir as coisas, aprendemos a dar importância à coisas que não dávamos a mínima, a gente aprende a viver em sociedade”.