23/04/2026 16:26:39
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(Foto: Ascom)
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde definiu em 8.28% e 10.28% os índices de reajuste dos salários dos servidores públicos e professores da rede municipal, respectivamente. O assunto vem sendo avaliado e discutido pelo prefeito, secretários, vereadores e representantes das categorias.
A data base para o reajuste anual dos profissionais é o mês de maio. O projeto de lei que estabelece os índices será encaminhado para análise dos vereadores ainda esta semana e deve ser votado no mês de maio.
De acordo com o gerente de Cidade, Ramiro Azambuja, os 8.28% é resultado da média inflacionária dos últimos 12 meses divulgados por dois diferentes índices, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
No caso dos professores, além da reposição, a categoria receberá mais 2% de ganho real. O índice foi acordado entre o poder público e a categoria em 2014, quando a prefeitura igualou os salários dos professores da rede municipal aos salários dos professores da rede estadual.
“Apesar das dificuldades que todo o Brasil está passando por redução nas receitas, principalmente nos repasses do estado e governo federal, nós iremos cumprir com os nossos compromissos, isso significa respeito com o nosso servidor”, ressaltou Azambuja.
Atualmente, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde possui pouco mais de 1.600 servidores. Com o índice de reajuste, previsto no projeto, a estimativa anual de gastos do poder público com a folha de pagamento chegará a R$ 80 milhões, cerca de 48% da Receita Líquida Corrente (RCL).
Segundo a secretária municipal de Finanças e Orçamento, Maria Rossato, é preciso analisar todos os pontos, desde as expectativas de receita, os impactos dos reajustes na folha nos próximos anos e a contratação dos profissionais, cerca de 90, que irão atuar nas três novas unidades de saúde e na UPA 24 horas, que serão entregues no segundo semestre.
“Com a contratação desses novos servidores, chegaremos a R$ 82 milhões somente com a folha, isso significa pouco mais de 49% de toda a arrecadação própria e dos repasses estaduais e federais. É preciso repensar, porque com esse índice, chegamos muito próximo do limite constitucional e sobra muito pouco para o poder público investir no município”.
Além dos impactos causados pelo reajuste, no ano passado a prefeitura implantou o auxílio-alimentação, que hoje atende todo o funcionalismo. Somente com o benefício, que varia entre R$ 150 e R$ 220 por mês, serão investidos mais de R$ 3 milhões.
“Eu sei que para o sindicato, o que conta é o salário, mas para os nossos servidores, o auxílio-alimentação foi um grande benefício. Foi a maneira que encontramos de valorizar ainda mais os nossos colaboradores. É um valor limpo, que o trabalhador utiliza na compra de alimentos”, ressaltou o prefeito Otaviano Pivetta.